No post anterior, deixei implícito que eu não falaria do óbvio, falaria do que, dentro do óbvio (e do não óbvio), acho importante. Você já deve ter ouvido falar que antes de fechar com uma família deve perguntar como é a casa, como é o trabalho, se eles viajam ou não, etc etc etc. Enfim, não falarei sobre isso novamente. Você já sabe.
Como escolher minha host family?
Esse é um dos momentos mais importantes do processo. Afinal, a família que definirá como será seu ano aqui.
"Ah, mas não depende só da família, depende da gente". Arrrgghh! Ok, fine! Depende da gente, mas depende MUITO mais da família.
Acredite, mesmo se você for perfeita, mesmo se você for o ser mais adorável do universo e mesmo se você fizer tudo certo, há famílias que não se importarão com isso e acharão defeito em você.
Portanto, esse é um momento muito importante.
Enquanto você for preenchendo seu app, vai pensando no que você realmente quer. Crie um objetivo, tenha um foco. Por exemplo, se você quer porque quer morar perto de New York, não há razão para fazer match com uma família da Califórnia. Se você quer morar num lugar que tenha neve, não faça o match com uma família da Flórida. Se você não sabe cuidar de bebê, não aceite uma família com crianças de 1 e 2 anos. E é aqui que entra aquela história do medo de dirigir que eu citei no último post, se você tem medo de dirigir, não escolha uma família que exija que você dirige, não escolha uma família que mora em uma casa no meio do nada e não tem transporte público próximo para você se virar nos finais de semana.
Porém, tenha consciência que quanto mais você for moldando a família perfeita, menos chance de achar qualquer família. Não, não estou sendo contraditória. O que quero dizer é que você deve ter em mente os principais, os essenciais aspectos que essa família deve possuir. É muito legal ter TV no quarto, mas isso não é algo suficiente para descartar uma família. Pense em coisas que REALMENTE seriam ruins para você, tipo as supracitadas.
Não adianta fazer o match com a primeira família que aparecer ou com a quarta (com medo de não arranjar mais nenhuma) e depois reclamar que é muito difícil cuidar de 8 crianças, 2 adolescentes, 3 cachorros, 4 gatos e 3 passarinhos.
Há umas ciladas que toda au pair sabe. Família que mora no meio do nada, sem escola para você, sem nada legal para fazer aos finais de semana. Família com muitas crianças. Família que a mãe trabalha em casa, não é uma boa também. Como é uma família americana, há 89% de chance da criança ser mimada pela mãe, então qualquer coisinha que acontecer, você acha que a criança vai te respeitar? Não! Ela vai correr pra mamãe e a mãe dirá "tudo bem, meu amor, você pode fazer tal coisa agora", sendo que essa tal coisa é uma coisa que você é proibida de permitir que a criança faça. Isso irrita e te deixa sem autoridade nenhuma, a criança nunca vai te respeitar e sua vida será um inferno enquanto você estiver nessa casa.
Resumindo, escolher uma família não é fácil. A dica é escolher a família adequada à você. Mas, como falei anteriormente, nada de procurar pena em tartaruga!
Ahh, gostaria de fazer uma pequena observação: quando eu estava procurando família, queria uma perto de New York porque achava que seria legal, nenhum motivo especial. Acabei gostando de uma família do Oregon e vim. Adorei o Oregon e não me arrependo nem um pouco. Então, como disse antes, se você quer porque quer ficar em determinado lugar, pense muito bem se você não pode mudar de ideia. Mas, se você faz muita questão de ficar em tal lugar, tudo bem, escolha uma família desse lugar.
Como ter um relacionamento bom com minha host family?
Para mim, existem dois momentos muito importantes. Um é escolher a família, como já falei. O outro é o seu comportamento desde o primeiro dia na casa. Você tem que ter um comportamento que você não se incomodará em mantê-lo até seu último dia.
Claro que no começo temos vergonha de abrir armários e geladeira, temos vergonha de aparecer de pijama na sala, temos vergonha de deixar o quarto bagunçado e mimimi. Não é disso que estou falando, isso é normal! Refiro-me a coisas tipo limpar a cozinha. Au pair não é empregada, você sabe, né?
NÃO precisamos limpar a cozinha. É de bom tom que a gente limpe o que a gente suja, como em qualquer lugar. Você tem que limpar as sujeiras das crianças no seu horário de TRABALHO. Não está trabalhando, e daí que as crianças deixaram tudo espalhado? Não é da sua conta. Enfim, se você limpar a cozinha quando você chegar, a família vai se acostumar. Chegará uma hora que você ficará de saco cheio disso e vai parar de fazer eeeeee, a família vai reclamar! Ou, pelo menos, achará ruim. Ou seja, faça coisas que você vai querer fazer até o final. Esse negócio de limpar a cozinha foi apenas um exemplo, mas esse conselho se aplica a inúmeras situações.
Falei em outro post sobre a importância de ter consciência de que eles são de uma cultura diferente da sua e isso muda totalmente o jeito da pessoa ser, pensar e agir. E, se viemos atrás de um intercâmbio CULTURAL, viemos atrás das diferenças culturais, das coisas boas que isso pode acrescentar às nossas vidas. Vamos absorver o que é bom e aprender com o que é ruim. As vezes, essa diferença cultural enche o saco, irrita e temos vontade de mandar todos ao espaço. Mas, tudo bem, todos temos nossos momentos de stress, haha. O importante é que, no geral, a gente saiba e lembre que, normalmente, as diferenças são culturais.
Essa é minha humilde opinião. Pensarei em mais temas e voltarei em breve.
Miami Vibes!
Há 3 meses
5 comentários:
oi marcelli so nova aq no seu blog e adorei ele to começando os preparativos pra ser au pair
aaaa adorei saber q vcc é de santos eu tbm so qndo vc volta agnete pode se vc qser se encontra
bjuss
hey vc ja ta aqui no br?
boa viagem de volta
e obrigada pelas dicas :)
bjusss
uuahuahuahauha
Aii como eu sou nó cegaa... eu nunca olho o ano!!!
uahuahuahuahauh
disfarça Má!!
mas de qq maneira eu te add
bjoss
Sou sua fã e ponto final.
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